1975
O dia seguinte ao evento que devastou a economia do norte e noroeste do Paraná. Foi com essas imagens, mostrando plantações de café completamente cristalizadas no gelo que jornais locais descreveram o que ficou conhecido como “geada negra”, em 18 de julho de 1975. A fotografia em questão pertence ao acervo da Gazeta do Povo, mostrando uma das plantações atingidas na cidade de Londrina.
Manchete nacional, a geada negra fez com que os campos de produção de café amanhecessem cobertos por uma camada de gelo que queimou não apenas as folhas, mas também os caules e raízes das plantas. Naquele período, a produção de café era a principal atividade comercial do Paraná, com as produções concentradas principalmente no norte do Estado.
Dezenas de produtores, de uma hora para a outra, perderam completamente suas produções e se viram forçados a desbravar novas possibilidades de cultivo. Foi daí que a cultura cafeeira do Paraná foi substituída, em várias localidades, pela soja. Historiadores apontam a geada negra como um divisor de águas não só para a economia, mas também para a geografia do Paraná, que naquele momento viu expandir as produções para várias localidades, além da própria diversificação da cultura de produção.
Fontes: Acervo de Folha de Londrina e Gazeta do Povo / Acervo Paraná Histórica
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