1957
Em Londrina, poucos cenários falam tão alto quanto a Concha Acústica. A fotografia feita por Oswaldo Leite, em março ou abril de 1957, segundo estimativas dos autores do livro “Memórias Fotográficas” eterniza o momento em que arte e arquitetura se fundem no centro da cidade. A obra, ainda em acabamento, com os bancos em cimento e o palco em madeira, antecipa o marco para a cultura local.
Projetada pelo arquiteto Henrique Mindlin, a Concha teve sua construção executada pelo engenheiro José Augusto Queiróz, que fez adaptações no projeto original, sobretudo em dimensões e materiais. No livro, os autores dedicam-se a descrever o entorno: a casa de madeira, à esquerda da imagem, na esquina das ruas Piauí e Senador Souza Naves, funcionava uma escola de datilografia; ao fundo, vê-se a Farmácia Central e, ao lado, o prédio que cederia espaço ao futuro Edifício Jamile Caram. Tudo isso emoldurado pela paisagem que, em poucos anos, mudaria radicalmente com a construção do Centro Comercial, símbolo da verticalização urbana dos anos 1960.
A Concha foi inaugurada na noite do dia 1º de maio de 1957, na gestão do prefeito Antônio Fernandes Sobrinho, com uma grande festa: cantores, músicos, orquestra filarmônica, teatro, coral e a sempre presente Banda Municipal celebraram a nova casa das artes londrinenses. Construída aos pés da praça Primeiro de Maio, em frente à recém-inaugurada Casa da Criança (1955), a Concha tornou-se, rapidamente, o ponto de partida e chegada da Cultura de Londrina.
Fontes: Boni, Paulo César; Unfried, Rosana Reineri. Memórias Fotográficas. Londrina: Eduel, 2012. / Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss / Acervo Londrina Histórica.
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