Londrina

Autolon: a face vertical da modernidade em Londrina

1951


Na década de 1940, Londrina era um canteiro de sonhos em concreto. O café ascendia como ouro em pó e, no centro da cidade, um grupo de homens ousava erguer um símbolo de modernidade e sofisticação urbana. Surgia o conjunto “Autolon - Ouro Verde - Calloni”, marco da consolidação de uma cidade que queria mirar o futuro com arquitetura, cultura e comércio.

A sigla Autolon vinha da Sociedade Auto Comercial de Londrina S/A, revendedora da Chevrolet, fundada por figuras influentes como Arthur Thomas (ex-diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná), Celso Garcia Cid (da Viação Garcia), Ângelo Pesarini e os irmãos Darvino e Jordão Santoro.

O escritório da Companhia de Terras, que antes ocupava o terreno na esquina das ruas Minas Gerais e Maranhão, foi demolido para dar lugar ao ousado projeto arquitetônico. O primeiro a se materializar foi o edifício Autolon. Projetado por João Batista Vilanova Artigas — expoente da arquitetura moderna brasileira — e construído pelos irmãos Rubens e Carlos Castaldi, o prédio teve sua obra iniciada em 1949 sob a supervisão do italiano Humberto Monte. A fotografia que registra a construção, ainda na quinta laje, revela a magnitude da estrutura.

Com térreo e mais seis andares, o edifício foi concebido com múltiplos propósitos: no térreo funcionaria a concessionária de automóveis; nos andares superiores, salas comerciais serviriam a profissionais liberais, médicos, advogados e empresas que queriam um endereço nobre. Servido por elevadores modernos, o prédio tornou-se referência de progresso urbano.

Inaugurado em 1951, o Edifício Autolon antecedeu seus vizinhos ilustres: o Cine Ouro Verde, em 1952, e a Confeitaria Calloni, em 1954. Juntos, os três edifícios transformaram aquele quarteirão num símbolo do cosmopolitismo londrinense. A agência de automóveis funcionou até 1978, quando se encerrou oficialmente a sociedade que viabilizou o projeto.

Fontes: Boni, Paulo César; Unfried, Rosana Reineri. Memórias Fotográficas. Londrina: Eduel, 2012. / Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss / Acervo Londrina Histórica.

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